sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Bananas Trufadas e Caramelizadas II, escrito a duas mãos

Modificado por Eder Rodolfo


Oculos Ray-ban, chinelos Havainas, bermuda xadrez e uma camiseta branca básica. Look perfeito para ir ao chaveiro naquela segunda de manhã.

Chega ao seu destino.

Atendentes: Velhos. Ora, pois, dentadura amarelada caindo à boca, remela impactante aos olhos de qualquer pessoa convencional, sulcos profundos na testa, nas bochechas... no corpo todo. Genitálias anacrônicas. Parecia que a névoa da manhã tinha se assentado sobre seus cabelos, os quais se viam embevecidos pela fumaça vinda de seus pulmões a cada tragada que davam.

Atendente mulher: Boa tarde, moço.

Atendente homem: O que você quer?

Mancebo: Venho, por meio deste, lhes informar que tenho conhecimento da palavra chave.

Atendente mulher: Qual?

Mancebo: Pois bem, a palavra é...

Atendente homem: Na mosca.

Atendente mulher: Chega mais.

Seguiram por um longo corredor negro. Abriram as portas da esperança. A sorte estava lançada.

Atendente mulher: Homo ou hetero?

Mancebo: O que me apetecer.

Atendente homem: Pode olhar.

Enquanto vistoriava, dizia a si mesmo: (pênis vinte centímetros Powerscrap) hoje não, (lubrificante Escorrega e Entra) hoje sim, (dados Kama Sutra Viintage) hoje não, (vagina pulverizadora Atenas Schifosa) hoje sim, camisinha Cabeça de Vênus sabor melancia atômica) hoje sim, (consolo vibratório L’Amour De Moi) hoje sim, (calcinha comestível Apertados em Santos sabor jabuticaba alemã) hoje não. Assim se seguiu a lista de compras nada convencional do mancebo que visitava os chaveiros.

Pi, pi, pi.

Atendente mulher: Tocou o som.

Atendente homem: Estou escutando.

Atendente mulher: Ele foi escolhido.

Atendente homem: Deve de ter as medida certas.

Atendente mulher: Se o computador tá falando, é verdade.

Atendente homem: Ele analisou pelas câmeras.

Atendente mulher: Então, vamos fazer o serviço.

De um baú ousado retiraram uma seringa de ouro de tolo, introjetaram aquele líquido peculiar de coloração rosa e, num pulo de gato, injetaram a solução no dorso da mão do mancebo. Ele caiu duro por terra. A morte chegou. Os atendentes abaixaram sua bermuda e seu samba-canção. Com o facão, deceparam o órgão genital do mancebo que não passava dos trinta e nove centímetros. O computador não errara.

Mumificaram com formol e cera aquilo que deixara de ser uma parte do corpo e agora era um objeto na estante de vendas. Os negócios iam de bem a melhor

3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Que a vida se refaça em letra, em mágica, em poesia, em maestria! ;)

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